A solidão é um "assassino oculto" do idoso

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A solidão é o "assassino invisível" do idoso, que ameaça a saúde, tanto quanto a obesidade ou o tabagismo. Saiba como combatê-la.
 
Britânicos promovem campanha contra o fim da solidão na velhice. O alerta é de uma campanha – Campaign to EndLoneliness (http://www.campaigntoendloneliness.org.uk/ ) – organizada por ONGs britânicas, que alegam que o custo emocional da solidão pode ser conhecido, mas os danos físicos provocados por ela têm sido negligenciados. 
 
Segundo os promotores da campanha – Age UK Oxfordshire, Counsel and Care, Independent Age e WRVS – um em cada dez idosos sofre de solidão intensa, o que conduz a um risco aumentado de depressão, que favorece o desenvolvimento de maus hábitos alimentares e de práticas sedentárias, que excluem a atividade física do cotidiano. A falta de interação social aumenta as chances do idoso de sofrer com doenças degenerativas, como o Alzheimer.
 
O maior objetivo dos organizadores é sensibilizar os profissionais de saúde para a relação entre saúde precária e solidão na terceira idade. Por meio da divulgação de uma pesquisa, as entidades chamam atenção para uma conscientização social sobre o "horror da solidão” e seu "impacto pernicioso” sobre as pessoas mais velhas.
 
De acordo com o estudo das ONGs, realizado com 2.200 pessoas, apenas uma em cada cinco tinha ciência que a solidão é um fator de risco para a saúde. No Reino Unido, a solidão entre os idosos está aumentando, em parte, devido ao maior número de idosos morando sozinhos (mais da metade das pessoas com mais de 75 anos de idade vive sozinha) e, em parte, devido à dispersão das famílias. 
 
A Organização Mundial da Saúde já classifica a solidão como um fator de risco para a saúde maior que o tabagismo e tão grande quanto a obesidade.
 
Autor: Renata Diniz
 
 
Fonte: Site  clubevidamoderna.com.br
Data: 5-7-12